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sábado, 8 de fevereiro de 2020

O «Pasticcio» («Lasagne alla Bolognese») da Signora Elda

Durante uns anos, quando ia para Itália, para um Convento de Bassano del Grappa (Vicenza (Véneto (Itália))), o Signor Renato Girardi - que fazia voluntariado no Convento - ia acompanhar quem me ia buscar e levar ao Aeroporto (Marco Polo) de Veneza, e algumas vezes ia só ele.
Da primeira vez que ele foi acompanhar quem me foi buscar ao Aeroporto, fomos almoçar a casa dele, também porque chegamos a Bassano quase às 15:00 h e a essa hora já se tinha almoçado há bastante tempo no Convento. E nesse mesmo dia (que agora não sei ao certo de memória, mas depois vejo) conheci a esposa do Signor Renato - a Signora Elda. Uma senhora muito simpática e bem disposta, que era Enfermeira. Éramos só quatro a almoçar, mas a mesa parecia posta para 8 a 10 pessoas, com tanta comida que tinha, e ainda eram quase só «Primi piatti» (primeiros pratos).
E nesses «Primi piatti» comi um «Pasticcio» - que se não me dissessem chamar-lhe-ia «Lasagne alla Bolognese» (Lasanha à Bolonhesa), "mas" no Véneto (Região de Itália onde fica Veneza) chamam-lhe «Pasticcio». Era uma delícia!!! Comi logo 2 ou 3 vezes, e no final, já depois de ter provado quase todos os «Primi piatti» e quase todos os «Secondi piatti» (segundos pratos), ainda pedi à Signora Elda se podia comer mais um bocadinho do dito «Pasticcio». E a Signora Elda ficava encantada a ver-me comer!!! E estava sempre a dizer: «Dá gosto vê-la comer!!», referindo-se a mim. Nesse Verão ainda fui comer mais uma ou duas vezes a casa dela, e quando ganhei mais confiança com lá acabei por lhe dizer que quando me convidasse para ir a casa dela, por mim, não valia a pena cozinhar tantos pratos, porque o que eu mais gostava de comer era o «Pasticcio». E por isso, sempre que eu lá ia, ao longo dos anos, tinha (quase) sempre «Pasticcio», e eu adorava comer daquilo!!!
Quase sempre, porque, salvo erro no dia 15.Agosto.2008 (ou 2009) - quando lá fui jantar no dia feriado em que comemoram o «Ferragosto» - o Signor Renato disse-me que não ia ter «Pasticcio» mas «Beringelas à Parmigiana». Eu devo ter ficado com uma cara de tão decepcionada (porque não gostava muito de beringelas sem ser na sopa) que o Signor Renato perguntou-me logo se eu não gostava, e eu disse-lhe que não gosto de beringelas. Mas provei e... adorei!!! (Era quase como uma lasanha que é feita com lâminas de beringela em vez de massa de lasanha.)
Uns dias mais tarde fomos jantar a casa de um casal amigo da Sinora Elda e do Signor Renato, sendo que a senhora (do casal) é portuguesa. E quase logo que cheguei, a senhora disse-me que não queria ter feito o «Pasticcio» porque estava imenso calor (mesmo àquela hora da noite as temperaturas andavam bem acima dos 30º C), mas a Signora Elda tinha-lhe dito que eu gostava tanto que ela lá resolveu fazer, quando a temperatura ambiente era de 40 e tal graus centígrados (sem o forno ligado). E fez um «Pasticcio» com massa verde. E eu adorei!!! Devo ter gostado tanto que a senhora, com um ar estupefacto e a ver-me comer o «Pasticcio», dizia (várias vezes) à Signora Elda: «Tu tinhas razão!!! Dá mesmo gosto vê-la comer!!! Ainda bem que eu fiz o «Pasticcio»!!!». E ainda disse: «Nunca vi ninguém que desse tanto gosto ver comer como ela dá!!!».

Esta semana (às 21:31 h de 03.Fevereiro.2020 (2ªf)), pelo «facebook», pedi ao Signor Renato Girardi se me podia dar a receita daquele maravilhoso «Pasticcio» que eu comia na casa deles. 
Ontem à tarde (6ªf, 07.Fevereiro.2020), vi que ele me tinha enviado uma fotografia com a receita às 15:45 h. E a fotografia é a seguinte.




"Mas" eu adorava todos os «Pasticcio» que lá fui comendo ao longo dos anos, desde 2001 a 2015,  quer na casa da Singora Elda quer na da sua amiga portuguesa, quer no Convento de Bassano del Grappa (Vicenza (Véneto (Itália)))  e em especial os da Signora Gemma Grosselle, quer no Convento de Conegliano (Treviso (Véneto (Itália))) e em especial as do Fra Alfredo Ferraccin (Frade Alfredo)!!!



Ingredientes:

1 embalagem de massa para lasanha
300 g de carne (de vaca) picada
1 cebola
1 pedaço de aipo («sedano»)
1 cenoura
1 copo de molho de tomate
30 g de farinha (de trigo)
1/4 de litro de leite
queijo ralado
azeite
manteiga
sal
pimenta



Modo de preparação:


Preparar primeiro a carne (o «Ragù»), que é o que demora mais tempo. Para isso, levar ao lume, numa panela, a cebola o aipo e a cenoura, depois de picados, juntamente com o azeite, a manteiga, a carne picada, o sal e a pimenta. Deixar que as verduras amoleçam e que a carne loure um bocado, e depois juntar um copo de água quente e o molho de tomate. Deixar este preparado coser em lume brando, durante mais de uma hora, com a panela tapada.

Entetanto, e enquanto a carne cozinha, ir preparando a «Besciamella» (o «Molho Béchamel»), que deve ficar bastante fluída(o). Para isso, levar ao lume um pouco de manteiga com a farinha, mexendo sempre com uma colher de pau (de modo a que não se formem grumos). Depois, pouco a pouco, juntar a este preparado o leite frio. Juntar um pouco de sal, para temperar, e deixar cozinhar durante cerca de 15 minutos, mexendo sempre com a colher de pau. Ter em atenção que o «Molho Béchamel» deve ficar fluído, pelo que, se for necessário, adiciona-se mais leite.

Entretanto coze-se a massa de lasanha (que pode ser verde ou branca), emergindo-a em água a ferver e salgada. Retirá-la estando «al dente», e deixá-la a escorrer e a arrefecer, sobre um pano (limpo e ) húmido, ou sobre papel absorvente.

Quando os diversos preparados e/ou ingredientes estiverem prontos, untar com manteiga uma forma ou pirex para ir ao forno e para depois servir o prato. Depois, colocar uma camada de folhas de lasanha cozida no fundo. A seguir, colocar por cima uma camada de molho de carne, polvilhando com queijo ralado e depois cobrindo com «Molho Béchamel». Ir sobrepondo camadas como as anteriores, até acabarem com os ingredientes, devendo a penúltima camada ser de folhas de lasanha e a última de «Molho Béchamel», sendo que, de vez em quando, pode-se espalhar uns pedacinhos de manteiga entre as camadas.

Levar o tabuleiro ou o pirex ao forno, para que o «Pasticcio» fique a gratinar, durante cerca de 20 minutos.

Servir (quente) e... apreciar!!!





Receita da Signora Elda - esposa do Signor Renato Girardi!!!


domingo, 2 de fevereiro de 2020

Massa Base - Massas Frescas (Receita Base)

Ingredientes:


3 ovos
6 g de sal fino
2 ml de azeite
300 g de farinha de trigo T65 + farinha para ir polvilhando
água com bastante sal para cozer a massa


Modo de preparação:


Colocar numa taça os ovos, com o sal e o azeite, e bater ligeiramente.

Dentro de uma taça grande ou numa bancada (ou na mesa) colocar a farinha peneirada formando um monte, e abrir-lhe uma concavidade. Virar para essa concavidade a mistura dos ovos, azeite e sal. Com a mão ir juntando a farinha ao preparado, amassando. Amassar bem até a massa ficar bem lisa. [Pode-se começar a amassar a massa na tigela grande e depois na bancada (ou na mesa).]

Assim que a massa estiver bem lisa, fazer uma bola e embrulhá-la em película aderente, para depois a colocar no frigorífico a descansar durante 30 minutos. (no mínimo uns 20 minutos.)

Passados os 30 minutos, depois de a massa ter repousado, tirá-la do frigorífico.

Caso não se tenha uma máquina de esticar massa pode-se usar um rolo da massa. Ir polvilhando com farinha a bancada e a máquina, ou o rolo. Se se utilizar a máquina pode-se cortar a bola de massa nuns 8 pedaços, para ir esticando cada um desses pedaços na máquina. (Passar a massa 2 vezes em cada número da máquina, desde o 1, até à espessura pretendida.) Se se utilizar o rolo da massa, tender a massa a partir da bola, do centro para o exterior. (Tender a massa até à espessura pretendida.) A massa deve ficar mais fina para as massas que se pretendem dobrar ou enrolar.

Depois de a massa ter sido esticada - quer seja com a máquina quer seja com o rolo da massa - deve voltar a repousar antes de ser cozida fresca, de modo a secar ligeiramente. [Também se pode deixar secar por completo e depois guardar.

Com a máquina a massa pose ser cortada para fazer esparguete, ou tagliatela, ou raviolis, etc..

Nota: No Curso, com esta massa eu ajudei a fazer esta massa servida como «Raviolis de Ricotta e Nozes com Molho de Queijos». E fizémos (o meu grupo) efeitos especiais na massa com folhas de espinafres!!! Houve alguém que quis provar desses Raviolis  com molho de tomate e manjericão e deve ter ficar bom!!!!



Preparar a massa sob a forma que se desejar e, depois... apreciar!!!

Atenção: Ferver a massa durante pouco tempo em água com bastante sal, e retirar escorrendo a água.



Receita de um Curso «Massas Frescas» que fiz há pouco tempo!!!


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Massas Frescas - Massa Base

Ingredientes:


3 ovos
6 g de sal fino
2 ml de azeite
300 g de farinha de trigo T65 + farinha para ir polvilhando
água com bastante sal para cozer a massa


Modo de preparação:


Colocar numa taça os ovos, com o sal e o azeite, e bater ligeiramente.

Dentro de uma taça grande ou numa bancada (ou na mesa) colocar a farinha peneirada formando um monte, e abrir-lhe uma concavidade. Virar para essa concavidade a mistura dos ovos, azeite e sal. Com a mão ir juntando a farinha ao preparado, amassando. Amassar bem até a massa ficar bem lisa. [Pode-se começar a amassar a massa na tigela grande e depois na bancada (ou na mesa).

Assim que a massa estiver bem lisa, fazer uma bola e embrulhá-la em película aderente, para depois a colocar no frigorífico a descansar durante 30 minutos. (no mínimo uns 20 minutos.)

Passados os 30 minutos, depois de a massa ter repousado, tirá-la do frigorífico.

Caso não se tenha uma máquina de esticar massa pode-se usar um rolo da massa. Ir polvilhando a bancada e a máquina ou o rolo. Se se utilizar a máquina pode-se cortar a bola de massa nuns 8 pedaços, para ir esticando cada um desses pedaços na máquina. (Passar a massa 2 vezes em cada número da máquina, desde o 1, até à espessura pretendida.) Se se utilizar o rolo da massa, tender a massa a partir da bola, do centro para o exterior. (Tender a massa até à espessura pretendida.) A massa deve ficar mais fina para as massas que se pretendem dobrar ou enrolar.

Depois de a massa ter sido esticada - quer seja com a máquina quer seja com o rolo da massa - deve voltar a repousar antes de ser cosida fresca, de modo a secar ligeiramente. [Também se pode deixar secar por completo e depois guardar.

Com a máquina a massa pose ser cortada para fazer esparguete, ou tagliatela, ou raviolis, etc..

Nota: No Curso, com esta massa eu ajudei a fazer esta massa servida como «Raviolis de Ricotta e Nozes com Molho de Queijos». E fizémos efeitos especiais na massa com folhas de espinafres!!! Houve alguém que quis provar desses Raviolis  com molho de tomate e manjericão e devia ficar bom!!!!



Preparar a massa sob a forma que se desejar e, depois... apreciar!!!

Atenção: Ferver a massa durante pouco tempo em água com bastante sal, e retirar escorrendo a água.



Receita de um Curso «Massas Frescas» que fiz há pouco tempo!!!


terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Bruschette della Signora Gemma Grossele




Uma «Bruschetta» (no singular) é uma fatia de pão rústico que vai ao forno e que pode ter uma grande variedade de ingredientes! As «Bruschette» (no plural) fazem parte da cozinha pobre italiana e, em geral, são servidas como «Antipasto» («Entrada»). Eu gosto muito de as servir como refeição ligeira, antes ou depois de uma sopa!!!!


Aprendi a fazer as «Bruschette» desta receita com a Signora Gemma Grossele, no Convento dos Frades Capuchinhos de Bassano del Grappa (Vicenza (Veneto (Itália))), salvo erro, no Verão de 2005!!! É uma senhora adorável!!! Que cozinha muito bem!!! E com quem tive o imenso privilégio de conviver durante muitos anos!!!

Adoro estas «Bruschette»!!!


 


Ingredientes:


Nota: Com os ingredientes indicados, nestas quantidades, nesta receita pode-se fazer 4 a 8, ou mesmo ou mais, «Bruschette», dependendo do tamanho das fatias de pão que se cortam.
 



 
4 fatias grandes de pão rústico, não muito finas, ou mais fatias mais pequenas
2 tomates médios
1 dente de alho grande
1 queijo Mozzarella de búfala
azeite q.b.
orégãos q.b.
sal fino q.b., se se desejar


Nota: Eu gosto de usar a «Mozzarela» «Santa Lucia», da «Galbani», e não costumo usar sal.

 








 

Modo de preparação:
 

 

Lavar bem os tomates, retirar-lhes os pés e cortá-los aos cubinhos com cerca de 0,8 cm de aresta.


Cortar o queijo «Mozzarela» aos cubinhos com cerca de 0,8 cm de aresta.


Se necessário, cortar as fatias de pão rústico.


Descascar o dente de alho e cortá-lo a meio, na vertical.

Passar uma das metades do dente de alho, com a parte cortada, por um dos lados de cada fatia de pão.


Nota: Quem quiser pode picar o alho muito picadinho e espalhá-lo pelas fatias de pão. Eu costumo espalhá-lo.



Em cada uma das fatias de pão, espalhar uma colher de café de azeite sobre o lado em que se passou o alho.


Espalhar os cubinhos de tomate pelas partes das fatias de pão em que se colocou azeite. Depois, colocar os cubinhos de queijo sobre os cubinhos de tomate.



Quem desejar, pode temperar cada fatia com sal fino, em quantidade a gosto.


Nota: Eu não coloco sal nenhum.

 

Espalhar orégãos sobre cada uma das fatias.
 
 
 
Em cada uma das fatias de pão, espalhar mais uma colher de café de azeite sobre os ingredientes.
 
 
 
Levar ao forno quente, até ao queijo derreter.



 
Servir de imediato e... apreciar!!!






Receita das «Bruschette» da Signora Gemma Grossele!!!




sábado, 3 de novembro de 2012

Risotto de Morangos





Este «Risotto de Morangos» («Risotto alle Fragole») é muito bom para acompanhar carnes assadas no forno e carnes grelhadas.

No Verão de 2009  (ou por altura do S. António ou em Agosto) fiz este risotto em casa dos meus primos Sérgio e Rute, nas Caldas da Raínha!!!

Em Agosto de 2009, fizeram-me um outro «Risotto alle Fragole», em Itália. (Foi a Signora Loide quem o fez para mim, em Bassano del Grappa (Vicenza (Veneto))!)

Tenho andado à procura da receita, mas não a encontrava. Esta semana, entre domingo (28.Outubro.2012) e ontem (02.Novembro.2012 (6ªf)) tenho perguntado ao Sérgio se tem a receita (porque lhes dei uma), mas ele também não a encontrou. Hoje, finalmente, encontrei esta receita!!!
 
 
 
 

Ingredientes:


Para 4 pessoas:

1 cebola pequena
2 colheres de sopa de azeite
4 chávenas de chá de arroz para risotto (arbóreo ou carolino)
1 chávena de chá de vinho branco seco
6 chávenas de chá de água
300 g de morangos frescos (ou aproximadamente 30 unidades)
noz moscada q.b.
pimenta q.b.
sal q.b.



 
 
 
 





Modo de preparação:


Lavar muito bem os morangos, retirar-lhes o pé, e deixá-los escorrer. Depois, reservar alguns dos morangos que se cortam aos cubinhos e, com a ajuda de uma varinha mágica, obter um creme com os restantes morangos.



Refogar a cebola com o azeite.

Assim que estiver refogada, acrescentar o arroz próprio para risotto, e deixá-lo refogar durante algum tempo.

Juntar o vinho branco e ir mexendo, em lume brando, até que o vinho se reduza a metade, por evaporação.

Adicionar a água fria ao arroz. Temperar com sal, a gosto.

Quando o risotto estiver quase pronto (aproximadamente 15 minutos após começar a ferver), acrescentar-lhe o creme de morangos e os morangos, mexendo bem para incorporá-los ao arroz.

Adicionar a pimenta e a noz moscada, a gosto. Continuar a mexer, até atingir o «ponto de risotto» (ponto em que o arroz fica al dente, cremoso e bastante molhado).


 


Servir e... apreciar!!!


Sugestão: Se se utilizar ananás em vez de morangos, também se obtém um delicioso risotto para acompanhar carnes assadas ou grelhadas!



Receita do «Risotto de Morangos» "adaptada" da partir da da página 16 da Revista «eu COZINHO» Especial n.º 1 (Especial Itália).



quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Ravioli Capresi (Raviolis (à moda) de Capri)









Esta receita de «Ravioli Capresi», que em português significa «Raviólis (à moda) de Capri», é originária da região italiana de Campania (Campânia). Este é indiscutivelmente um dos pratos típicos da ilha de Capri. São tantos os gourmets e cozinheiros que, entretanto, se apaixonaram por este prato que já são muitas as receitas existentes, todas elas convincentemente consideradas como as originais. É óbvio que cada um poderá escolher o modo de preparação que mais lhe agrade, mas existem duas regras básicas para preparar os verdadeiros «Ravioli Capresi»:
- a massa para os «Ravioli» nunca leva ovos . O ovo é para misturar com o queijo;
- o recheio baseia-se sempre na utilização de queijo «caciotta» fresco. Os puristas insistem que se deverá utilizar apenas o queijo «caciotta» de Capri, enquanto que outros cozinheiros admitem uma mistura de queijo «caciotta caprese», de queijo «caiotta romana» e de queijo parmesão.




Não foi só nos tempos mais recentes que Capri (Campania (Itália)) se tornou num ideário turístico. Já Homero cantou a ilha com o nome de Antheomoessa (terra próspera), os colonialistas gregos chamavam-lhe Capros (javali, em alusão à sua forma), os romanos deram-lhe o nome de Capraea (ilha agreste, rochosa) ou Insula Sirenussae (Ilha das Sereias) e, para o Imperador Tibério era simplesmente a Apragopolis, um Sanssouci da doce ociosidade. Todos estes atributos reflectem os contrastes que dão um irresistível encanto à ilha de Capri, umas vezes agreste, outras bem suave.







Ingredientes:



Para a massa:



1 kg de farinha de trigo
150 ml de azeite




Para o recheio:





4 queijos «caciotta capresi» (queijos moles de Capri)
1/2 queijo «caciotta romana» (queijo mole de Roma)
50 g de queijo parmesão + queijo parmesão (ralado) para polvilhar os raviolis no momento de  os servir
1 ovo
pimenta q.b.
manjerona
molho de tomate, para acompanhar





Modo de preparação:


1ª) Preparar a massa dos raviólis, assim:

  • Trabalhar a farinha com a quantidade suficiente de água a ferver, até obter uma massa elástica. Incorporar lentamente o azeite. Envolver a massa num pano húmido e deixá-la a repousar.




2º) Preparar o recheio dos raviólis, assim:

  • Cortar os queijos moles em pedaços pequenos.
  • Ralar o queijo parmesão.
  • Numa tigela, misturar os queijos moles, o queijo parmesão, o ovo, a pimenta e a manjerona.




3º) Acabar de preparar os «Ravioli Capresi», assim:


  • Estender a massa, de  modo a que fique fina, até formar um rectângulo.  Cortar esse rectângulo ao meio.
  • Sobre uma das metades da massa estendida, colocar pequenos montinhos de recheio, a intervalos de 5 cm. Cobrir com a outra metade da massa e fazer pressão, com os dedos, à volta dos montinhos. Cortar pequenos quadrados de massa, com a ajuda de uma carreta, ou mesmo de uma faca.
  • Coszer os raviólis em bastante água temperada com sal, durante 5 minutos.
4º) Se necessário, fazer o molho de tomate.



Servir   (com molho de tomate e queijo parmesão ralado) e... apreciar!!!










Receita dos «Ravioli Capresi (Raviolis`(á moda) de Capri)» da página 352 do livro «CULINÁRIA ITÁLIA. Especialidades Italianas», de Claudia Piras, da «h.f.
ulmmann».



Insalata Caprese (Salada de Capri)




Esta receita de «Insalata Caprese», que em português significa «Salada de Capri», é originária da região italiana de Campania (Campânia).

Não foi só nos tempos mais recentes que Capri (Campania (Itália)) se tornou num ideário turístico. Já Homero cantou a ilha com o nome de Antheomoessa (terra próspera), os colonialistas gregos chamavam-lhe Capros (javali, em alusão à sua forma), os romanos deram-lhe o nome de Capraea (ilha agreste, rochosa) ou Insula Sirenussae (Ilha das Sereias) e, para o Imperador Tibério era simplesmente a Apragopolis, um Sanssouci da doce ociosidade. Todos estes atributos reflectem os contrastes que dão um irresistível encanto à ilha de Capri, umas vezes agreste, outras bem suave.



Ingredientes:






4 tomates grandes
250 g de queijo mozzarella de búfala («mozzarella di bufala»)
manjericão fresco
orégãos
pimenta preta, moída de fresco
azeite virgem extra
se se desejar, pode-se também temperar com sal fino, quando se temperar com a pimenta




Modo de preparação:


Lavar as folhas de manjericão frescas, e deixá-las a escorrer.


Lavar bem os tomates, retirar-lhes o pé e cortá-los às fatias circulares.


Cortar a mozzarella às fatias circulares.


Dispor, em pratos ou travessas de servir, as fatias de tomate e mozzarella, de modo a que as fatias se sobreponham um pouco. Por cima, colocar folhas de manjericão frescas, e polvilhar com orégãos e pimenta moída. Regar com bastante azeite.








Se necessário, colocarno frigorífico até ao momento de servir.




Servir (de preferência com pão branco)  e... apreciar!!!






Receita  adaptada da da «Insalata Caprese (Salada de Capri)» da página 352 do livro «CULINÁRIA ITÁLIA. Especialidades Italianas», de Claudia Piras, da «h.f. ulmmann».



Pasta all Pomodoro Crudo (Massa com Tomate Cru)




Esta receita de «Pasta al Pomodoro Crudo», que em português significa «Massa com Tomate Cru», é originária da região italiana de Campania (Campânia).


Ingredientes:






400 g de tomate-cereja
1 dente de alho picado
1 colher de sopa de manjericão picado
azeite virgem extra
sal q.b.
pimenta q.b.
400 g de esparguete ou de «rigatoni»
orégãos
1 colher de sopa de salsa picada
Se se desejar, depois de pronta, pode-se polvilhar com queijo «Grana Padano» ou com queijo Parmesão, ralado









NOTA: Eu gosto muito mais desta massa sem a salsa.






Modo de preparação:


Lavar bem os tomates, retira-rlhes os pés e cortá-los aos cubinhos.


Numa tigela, misturar bem o tomate, o alho e o manjericão. Regar com bastante azeite e temperar bem, com sal e pimenta.

Cozer a massa al dente, escorrê-la e, depois, juntá-la ao preparado que se fez com o tomate. Polvilhar com orégãos e salsa. Misturar tudo muito bem.

Servir de imediato e... apreciar!!!






Receita da «Pasta al Pomodoro Crudo (Massa com Tomate Crú)» das páginas 338 e 339 do livro «CULINÁRIA ITÁLIA. Especialidades Italianas», de Claudia Piras, da «h.f. ulmmann».



segunda-feira, 30 de julho de 2012

Parmigiana de Beringelas





Acompanhamento.
Uma curiosidade: O nome desta preparação, contrariamente a quanto possa parecer, não significa em absoluto "beringelas de Parma", mas ao contrário deriva de "Parmiciana", que é o conjunto das tiras de madeira, sobrepostas, que formam uma persiana e que fazem lembrar a disposição das beringelas neste prato.



Ingredienti:


4 beringelas grandes
700 ml de molho de tomate
250 g de queijo «mozzarella fior di latte» (exteriormente assemelha-se ao queijo «mozzarella», no entanto não é feito com leite de búfala, mas sim com feito com leite de vaca )
2 dentes de alho
4 folhas de manjericão
5 colheres de sopa de queijo parmesão («parmigiano»), ralado
azeite virgem extra
sal q.b.







Modo de preparação:


Lavar e descascar as beringelas, e depois cortá-las às fatias finas, no sentido do comprimento. Colocá-las num escorredor (de massa), polvilhá-las com sal e cobri-las com um peso, para facilitar a saída da água que contêm. Escorrer as fatias de beringela e fritá-las em azeite.


Numa panela "média", fritar os dentes de alho picados, num fio de azeite, apenas até ficarem dourados. Retirar os dentes de alho do azeite.  Juntar o molho de tomate ao azeite do qual foram retirados os dentes de alho. Deixar apurar por algum tempo em lume brando. Depois retirar do fogo e juntar-lhe o manjericão cortado aos bocadinhos e uma pitada de sal e passar tudo muito bem com a «varinha mágica».


Untar com azeite o interior de um tabuleiro de servir que possa ir ao forno. Distribuir uma camada de beringelas dentro do tabuleiro, cobrir essa camada com molho de tomate sobre o qual se espalha queijo parmesão ralado, para finalmente se colocar subtis fatias de queijo «mozzarella». Repetir esta operação, alternando camadas de beringela, molho de tomate, queijo parmesaão ralado e fatias de queijo «mozzarella», até que todos os ingredientes acabem, sendo que a última camada deve ser de molho de tomate.


Espalhar uns fios de azeite sobre a última camada de molho de tomate.


Levar o tabuleiro ao forno, para a «Parmigiana de Beringelas» cozer, com o forno a 200 ºC, durante cerca de 45 minutos.





Servir (bem quente) e... apreciar!!!



Riceita da «Parmigiana de Beringelas» («Parmigiana di melanzane») da página 143 do livro de receitas «Le grandi ricette della Cucina Italiana. (Antipasti, primi, secondi, contorni e dolci.)», da «Food Editore», ao cuidado de Monica Nastrucci.